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03/09/2015

Meu Clube com: Júnior Alves




Na quarta edição da série Meu Clube, conversamos durante a semana com Júnior Alves, profissional do futebol na cidade, com 36 anos. Formado em educação física, ele ainda não abandonou o papel e a caneta, está sempre viajando para o Rio de Janeiro para se aprofundar na parte teórica do mundo da bola, hoje também tem a formação de Treinador de Futebol - Nível 2 - CBF/FIFA. Na sala de aula tinha colegas como Felipe e Pedrinho ex jogadores do Vasco da Gama/RJ. "Quero estar capacitado a exercer a profissão de técnico de futebol. Além da formação de treinador, o importante é estar atualizado com o que acontece no esporte. As tendências, inovações acontecem a todo momento", relata Alves.


Voltando no tempo, sua trajetória no mundo da bola começou com apenas 7 anos, jogando futsal. Aos 13 migrou para o campo até chegar aos 21 anos e conquistar a profissionalização como jogador na Portuguesa Santista. Fora de campo, continuou trabalhando com o esporte, em categorias de formação. Teve uma passagem pela Medicina Catanduva e por dois anos trabalhou com o FC Barcelona em núcleos de Salvador, na Bahia.

Hoje, Júnior coordena as escolinhas do Boca Juniors e do Atlético Paranaense na cidade, são 130 alunos sob sua tutela, onde além do ensino do futebol, trabalha na questão disciplinar, educacional e social. "De 20 alunos matriculados em nossas unidades, apenas uma desiste", se orgulha.

Quando perguntado sobre a situação de América e Rio Preto, Júnior comenta com sinceridade "O América, desacreditado e devedor, com sucessivas má administrações. Está difícil encontrar horizonte que não seja fechar as portas. Talvez, um mal necessário, para um recomeço. Outros clubes assim o fizeram e, voltaram com tudo (vide Novorizontino). O Rio Preto, reestruturando todo o clube. Eliminando o que tinha de ruim, e acrescentando coisas novas às boas ações anteriores. Acredito que num período de 2 anos, o Rio Preto comece a colher os frutos deste trabalho profissional.
É importante qualificar as pessoas que trabalham no futebol. Nosso esporte não pode dar espaço à cabide de emprego ou porque a pessoa "tem história" com o clube. Reciclar é fundamental nos recursos humanos do futebol."

Sempre se atualizando, seja na parte prática ou teórica, Júnior conta com o objetivo de trabalhar em clubes profissionais, seja com categorias de base ou futebol profissional. "Prefiro seguir as etapas do processo, que inicia-se na base, também conto com o objetivo de trabalhar no exterior", conclui.

Boa sorte, Júnior!

Wesley Campofredo